Como fazer uso da água da chuva em sua casa

irrigacao1Toda essa chuva que anda caindo aqui em São Paulo nos últimos meses me faz pensar em como seria interessante aproveitar tamanha fartura de água… Afinal, quem não se lembra de outras épocas em que a chuva era escassa e a ameaça de falta d’água assustava todo mundo?

Nem todos sabem que a água da chuva, se conduzida e armazenada em um reservatório, pode ser utilizada para diversas finalidades não potáveis.

O custo não é alto e a intervenção necessária para se implantar um sistema de aproveitamento de águas pluviais não é grande.

Por isso, acho super válido investir neste tipo de projeto, principalmente quem está construindo e pode fazer um sistema paralelo ao da água da rua incluindo o uso de água da chuva em descarga de banheiros, lavagem de roupa e torneiras externas. irrigacao3

Para quem quer adaptar o sistema em uma casa já pronta, melhor pensar em aproveitar a água de chuva em áreas externas, onde é mais fácil criar redes de captação e distribuição da água para aproveitar na irrigação de jardins, piscina, limpeza de garagens e calçadas (esses usos representam grande consumo de água em residências).

Em geral, um sistema de aproveitamento de águas pluviais segue as seguintes etapas:

1- Captação da água da chuva das coberturas e telhados através de calhas e condutores de água;

2- Condução da água através de rede de tubulação hidráulica para um ponto de armazenamento;

3- Armazenamento em cisterna ou tanque subterrâneo;

4- Tratamento da água (a água de chuva deve ser filtrada e tratada antes de ser usada, pois carrega muitos poluentes);

5- Redistribuição da água aos pontos de consumo.

Se alguém que ler esse post já tiver um sistema desse tipo ou se aventurar na instalação de um, não deixe de contar para gente como é a economia na conta, ta?

Um beijo
Bianca

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Válvulas ou Caixa acopladas: qual opção economiza mais água na descarga?

Você já pensou o quanto se consome de água a cada acionamento de descarga em sua casa? Muito provável que não, né?

Pois é o sistema hidráulico de descarga é quem determina o consumo de água.
Bom, então para quem vai reformar ou construir, essa uma questão que merece atenção: válvula de descarga ou caixa acoplada?

Vejam algumas diferenças entre esses dois sistemas:

Bacia com Válvula de Descarga:valvula31- Possibilita vazão de água instantânea e o fluxo de água é contínuo durante o período que o usuário aciona a válvula;
- Ocupa menos espaço interno, uma vez que a bacia é menor do que uma bacia com caixa acoplada.untitled-81Bacia com Caixa Acoplada:
- Sua instalação é mais simples (externa a alvenaria);
- Exige tubos de diâmetros menores, por isso, em uma reforma em que se deseja mudar a aposição da bacia, é mais fácil instalar esse tipo de sistema;
- A vazão de água depende do enchimento da caixa. Dessa maneira, o usuário é obrigado a usar somente um volume determinado de água, ou deverá esperar pelo enchimento da caixa para acioná-la novamente;
- Em geral, esse é um sistema mais econômico.baciaJá existem no mercado para os dois tipos de sistemas (válvula ou caixa acoplada), opções com duplo acionamento que possibilitam escolher maior ou menor vazão de água na descarga.
Independente de qual for sua escolha, o uso do acionamento duplo é uma forma de economizar na medida da água que vai embora….. Pense nisso!

Beijos!

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Surpreenda-se com as muitas vantagens de se investir em coberturas verdes

tetoverde8Os “tetos verdes”, também chamados “Ecotelhados”, são uma espécie de jardim suspenso que se cria sobre as coberturas de edificações.

Lajes, folhas de aço, telhas onduladas, dentre outras coberturas tradicionalmente utilizadas na construção civil, podem ser substituídas ou cobertas por camadas de vegetação.

As principais funções e vantagens da utilização dessa técnica circundam em torno de temas ecológicos e de conforto ambiental.

Um teto verde ajuda a absorver grande parte da água da chuva, liberando-a aos poucos, ajudando a evitar enchentes nas cidades com poucas áreas permeáveis. hundertvasser22As coberturas verdes também melhoram a qualidade do ar e garantem estabilidade térmica aos ambientes que ficam sob elas. Funcionam bem tanto em clima quentes como em climas frios, pois a camada vegetal, além de absorver a radiação, funciona como uma manta térmica.

Outras vantagens dos tetos verdes são o isolamento acústico, a resistência ao fogo e sua longevidade: os tetos verdes dificilmente necessitam de manutenção e reparos alem de protegerem a estrutura que os sustenta dos raios nocivos do sol e dos efeitos causados por eles.troys_greenroof1Além de tudo isso, coberturas desse tipo criam lindos efeitos estéticos e podem contribuir para integrar edificações com a paisagem em áreas menos exploradas.

Mas, muito importante é observar algumas exigências para a criação desses jardins suspensos, tais como:

- a estrutura e a inclinação do telhado (que devem suportar o peso da terra e da sobrecarga da água);
- a impermeabilização;
- a membrana anti-raiz;
- a drenagem;
- a espessura e o tipo de substrato;
- o clima da região;
- as espécies a serem plantadas;

Se a cobertura base for laje, necessita impermeabilização, se for de telhas de cerâmicas, deve-se retira-las e colocar placas de compensado que formarão a nova base da cobertura vegetal.
Também é preciso a instalação de mantas onduladas que impedirão que o substrato escorram.

E atenção: se tiver interessa em fazer uma cobertura desse tipo, procure orientação de alguém com experiência.

Existem até empresas especializadas que vendem bandejas preparadas com a terra e as plantas para serem sobrepostas a telhados existentes. Essa é uma solução imediata e eficaz

Agora vejam alguns exemplos desses lindos jardins.

Beijos!

Biancateto-verde-11tetoverde1tetoverde2tetoverde3tetoverde4tetoverde5tetoverde6tetoverde7tetoverde9tetoverde10green-roof-windjue

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Top 5 tendência da Casa Cor 2009

Gente, que linda que está a Casa Cor este ano! Vale muito a pena ir, eu super recomendo!

Os pontos fracos são dois: a lotação (por isso procure fazer a visita em um horário mais inusitado), e o preço do estacionamento, R$ 25 (uma solução é deixar o carro no Shopping D&D e partir de uma das vans que levam gratuitamente e de uma em uma hora para o Jockey).

Vá com bastante tempo, pois há muito que se ver, já que neste ano a organização incluiu dois novos eventos: a CasaHotel e a CasaKids, por isso o passeio está bem mais longo.

Enfim, vou ter bastante assunto para comentar nos próximos posts, até porque levei minha super câmera e tirei fotos bens interessantes.

Mas vamos começar falando de algumas tendências que estão bem nítidas nesta edição:

1. Uso de materiais naturais (que eu adoro!): muita madeira, pedras de todos os tipos, muitos tecidos de fibras naturais (linho, seda, algodão), pisos e paredes revestidas com madeira de demolição, bambus, palhas, pisos de argila, cimento etc.;
cimg014212. Uso de iluminação indireta: por todo vãozinho que se vê na Casa Cor vaza uma luz aconchegante. Tem sanca com iluminação embutida, tem iluminação em baixo de bancadas, tem luz vazando por baixo dos degraus, luz vazando do cortineiro, luz saindo de nichos, estantes e paredes… A tendência mesmo é iluminar os ambientes sem mostrar as lâmpadas. E, principalmente, usar lâmpadas de baixo consumo (fluorescentes e leds);cimg0102cimg0183cimg01963. Cores: beges, marrons, brancos, crus e cinzas, todos tons neutros e aconchegantes. Alguns poucos ambientes arriscaram o uso de cores mais fortes como o verde e o vermelho em um estilo mais retro;
picture-3314. Vegetação: há folhagens por todos os lados. Dentro de vasos, dentro de potes, em cachepos, em paredes, em áreas internas e externas (inclusive já andava pesquisando sobre decoração com folhagem, logo mais vcs terão um post bem bacana sobre o assunto);
picture-375. Reciclagem e uso de materiais sustentáveis: o ambiente do arquiteto João Armentano, por exemplo, é uma tenda de estrutura metálica coberta com Ecojuta (lona de algodão que permite troca de calor com o ambiente). O arquiteto também faz uso de muitos móveis e objetos reaproveitados de forma supercriativa, como o gabinete da copa que foi pintado com listras de várias cores e que ficou lindo.

Já o ambiente do Dado Castelo Branco é um bangalô inteiro de madeira certificada. Está maravilhoso.
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Na chocolateria, a arquiteta Cilene Monteiro Lupi fez uso uma raiz considerada praga e a combinou com madeiras de cruzetas nos bancos.

Para não me alongar muito hoje, vou parar por aqui. Mas queria pedir para os que tiveram diferentes impressões, deixe aqui um comentário. Adoro ter a oportunidade de rever um evento como este com outros olhos… E com certeza ainda volto na Casa Cor 2009 (até porque devo ter deixado muitos detalhes passados em branco)!

Um beijo grande!

Bianca

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Piso de bambu: bonito, prático e ecológico

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Até hoje, quando apresento o piso de bambu a algum cliente, ainda ouço: “Nossa, nunca ouvi falar!”. O piso de bambu é uma novidade no Brasil, mas na Europa e Estados Unidos, esse tipo de revestimento de piso já é muito conhecido. Vou mostrar todas as características e vantagens dele:

O piso de bambu é um assoalho laminado, pois é composto de três lâminas maciças, prensadas. As tiras de bambu podem  ser  prensadas na horizontal, assim os nós ficam visíveis. Também podem ser prensadas na vertical. Apresentam visual muito parecido com alguns tipos de piso de madeira. E podem ser de alta densidade, quando a fundição das fibras se dá sob alta pressão – oferecendo maior resistência.

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As réguas, com espessura de 1,5 cm, estão disponíveis em diferentes tonalidades e com acabamento fosco ou brilhante. A empresa NeoBambu também desenvolveu um acabamento mais rústico que imita assoalho de demolição e que é lindo!  Veja as fotos

As réguas já vêm prontas e por isso a instalação é limpa e rápida: as peças são assentadas numa camada de cola e encaixadas pelo sistema macho-e-fêmea. (como pisos prontos de madeira). A única exigência é apenas um contra-piso nivelado e limpo.

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Os grandes apelos do bambu são a sua resistência, como já disse, que chega a ser maior do que a de alguns tipos de madeira, a praticidade na instalação e na limpeza (apenas um pano úmido e em seguida um pano seco em toda a superfície é suficiente), e o principal: a sustentabilidade da matéria-prima.  O bambu não é uma madeira, mas sim um tipo de grama que alcança sua maturidade em apenas 4 anos e se regenera sem precisar de replantio, além da necessidade mínima de fertilização química.  Isso não é fantástico?

A única desvantagem ainda é o seu custo. Todos os pisos de bambu são importados da Ásia, principalmente da China, por isso variam entre 200 a 250 reais o metro quadrado instalado. Já os de alta densidade, custam de 260 a 300.

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